terça-feira, 1 de junho de 2010

VIOLÊNCIA E SEGURANÇA: QUESTÕES DE POLÍTICA
Combater a violência através de medidas repressivas é tema que ainda provoca muita polêmica.Muitos acreditamque a violênciatem que ser atacada ''em suas raízes'':a miséria , a pobreza, a má distribuição de renda, o desemprego. Investir em policiamento e na repressão ao crime só seriria para ''gerar mais violência''.Por outro lado cresce o coro dos que criticam essa posição. Ainda que possa ser bem intencionada, dizem, tal postura é uma quimera, que só contribui para perpetuar o problema.
Atualizado em 10/11/2001
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Violência
A violência urbana, no entanto, não compreende apenas os crimes, mas todo o efeito que provocam sobre as pessoas e as regras de convívio na cidade. A violência urbana interfere no tecido social, prejudica a qualidade das relações sociais, corrói a qualidade de vida das pessoas. Assim, os crimes estão relacionados com as contravenções e com as incivilidades. Gangues urbanas, pixações, depredação do espaço público, o trânsito caótico, as praças malcuidadas, sujeira em período eleitoral compõem o quadro da perda da qualidade de vida. Certamente, o tráfico de drogas, talvez a ramificação mais visível do crime organizado, acentua esse quadro, sobretudo nas grandes e problemáticas periferias.
http://www.serasaexperian.com.br/guiacontraviolencia/violencia.htm

violência no Brasil, outro olhar...
A violência se manifesta por meio do abuso da força, da tirania, da opressão. Ocorre do constrangimento exercido sobre alguma pessoa para obrigá-la a fazer ou deixar de fazer um ato qualquer. Existem diversas formas de violência, tais como as guerras, conflitos étnico-religiosos e banditismo.
A violência, em seus mais variados contornos, é um fenômeno histórico na constituição da sociedade brasileira. Desde a escravidão, primeiro com os índios e depois, e especialmente, a mão de obra africana, a colonização mercantilista, o coronelismo, as oligarquias antes e depois da independência, tudo isso somado a um Estado caracterizado pelo autoritarismo burocrático, contribuiu enormemente para o aumento da violência que atravessa a história do Brasil.
Diversos fatores colaboram para aumentar a violência, tais como a urbanização acelerada, que traz um grande fluxo de pessoas para as áreas urbanas e assim contribui para um crescimento desordenado e desorganizado das cidades. Colaboram também para o aumento da violência as fortes aspirações de consumo, em parte frustradas pelas dificuldades de inserção no mercado de trabalho.
Por outro lado, o poder público, especialmente no Brasil, tem se mostrado incapaz de enfrentar essa calamidade social. Pior que tudo isso é constatar que a violência existe com a conivência de grupos das polícias, representantes do Legislativo de todos os níveis e, inclusive, de autoridades do poder Judiciário. A corrupção, uma das piores chagas brasileiras, está associada à violência, uma aumentando a outra, faces da mesma moeda.
As causas da violência são associadas, em parte, a problemas sociais como miséria, fome, desemprego. Mas nem todos os tipos de criminalidade derivam das condições econômicas. Além disso, um Estado ineficiente e sem programas de políticas públicas de segurança, contribui para aumentar a sensação de injustiça e impunidade, que é, talvez, a principal causa da violência.
A violência se apresenta nas mais diversas configurações e pode ser caracterizada como violência contra a mulher, a criança, o idoso, violência sexual, política, violência psicológica, física, verbal, dentre outras.
Em um Estado democrático, a repressão controlada e a polícia têm um papel crucial no controle da criminalidade. Porém, essa repressão controlada deve ser simultaneamente apoiada e vigiada pela sociedade civil.
Conforme sustenta o antropólogo e ex-Secretário Nacional de Segurança Pública , Luiz Eduardo Soares: "Temos de conceber, divulgar, defender e implantar uma política de segurança pública, sem prejuízo da preservação de nossos compromissos históricos com a defesa de políticas econômico-sociais. Os dois não são contraditórios" .
A solução para a questão da violência no Brasil envolve os mais diversos setores da sociedade, não só a segurança pública e um judiciário eficiente, mas também demanda com urgência, profundidade e extensão a melhoria do sistema educacional, saúde, habitacional, oportunidades de emprego, dentre outros fatores. Requer principalmente uma grande mudança nas políticas públicas e uma participação maior da sociedade nas discussões e soluções desse problema de abrangência nacional.http://www.brasilescola.com/sociologia/violencia-no-brasil.htm

Violencia verbal, até no silêncio...
A violência verbal existe até na ausência da palavra, ou seja, até em pessoas que permanecem em silêncio.O agressor verbal, vendo que um comentário ou argumento é esperado para o momento, se cala, emudece e, evidentemente, esse silêncio machuca mais do que se tivesse falado alguma coisa.Nesses casos a arte do agressor está, exatamente, em demonstrar que tem algo a dizer e não diz.Aparenta estar doente mas não se queixa, mostra estar contrariado, "fica bicudo" mas não fala, e assim por diante.Ainda agrava a agressão quando atribui a si a qualidade de "estar quietinho em seu canto", de não se queixar de nada, causando maior sentimento de culpa nos demais.Ainda dentro desse tipo de violência estão os casos de depreciação da família e do trabalho do outro.http://apoucar.blogspot.com/2006/07/violencia-verbal-at-no-silencio.html
Violência Sexual
A violência sexual como um todo tem relação com as definições dos papéis sociais femininos e masculinas, ou seja, com o estudo de gênero. Culturalmente e historicamente, o papel social do homem é definido como autoridade.
Os valores e prerrogativas culturais que definem o papel sexual masculino tradicional são o poder, a dominação, a força, a violência e a superioridade. Os valores e prerrogativas culturais que definem o papel sexual feminino são a submissão, a passividade, a fraqueza e a inferioridade.
Assim, normalmente, a questão da exploração sexual define explicações de caráter moralistas. O vínculo entre as relações sociais que organizam a exploração sexual e as relações de produção prevalece em qualquer tempo e não podem ser desconsideradas.
As manifestações de exploração e violência da sexualidade humana, o uso do corpo como um instrumento para produzir serviços, o despeito da vontade do indivíduo, têm resultado vários tipos de relações sociais, como escravidão, república e ditadura, ao longo da história. Por tais razões a violência sexual atinge muito mais mulheres e meninas do que pessoas do sexo masculino.
Este fenômeno está presente em todas as sociedades, das mais variadas culturas ao longo da história, independentemente da classe social.
VIOLÊNCIA SEXUAL
O problema violência sexual é uma realidade existente na sociedade em geral, no qual tem levado a conseqüências graves de exclusão como a vulnerabilidade e risco social, em que estão envolvidas crianças e adolescentes em situações de sofrimento de exploração sexual.
Esta violência sexual tanto contra crianças ou adolescentes resultam de um fenômeno complexo levando em consideração o contexto histórico, econômico, cultural e político. No enfoque destas condutas ilícitas irá infringir o direito universal à vida, à liberdade, à segurança e à dignidade humana.
Não obstante, é estimado pela indiferença da sociedade e pela cultura da impunidade dos agressores, o que resulta na violação às vítimas. No Brasil, entidades socialmente responsáveis estão engajadas na proliferação da política pública.
A Constituição Federal, em seu artigo 227, assegura à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida e à saúde, entre tantos outros, e garante que o Estado, a sociedade e a família têm o dever "… de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão…".
Enfrentar o problema da violência e da exploração sexual cabe estabelecer uma falta de desrespeito aos direitos humanos, além de refletir sobre as ações no plano de produção material da sociedade e sobre as mudanças no modo de pensar e agir da sociedade.
Nota-se que os avanços na legislação brasileira no que se refere ao sistema de garantias e defesa de direitos da criança e do adolescente, com destaque para o Estatuto da Criança e do Adolescente, são de uma enorme complexidade e qualidade que não tem sido identificados e incorporados nas práticas dos profissionais responsáveis pela implantação e implementação de Política Públicas no Brasil.
Este problema incide uma preocupação para a sociedade; no qual se pergunta qual a real conseqüência deste fenômeno? Uma resposta para esta indagação está na falta de estrutura familiar, ou seja, a ausência da figura dos pais como forma de protetor e até mesmo a falta de um atendimento no aparato judicial.
De acordo com as dificuldades que se encontra na legitimação desses princípios verifica-se um modus operandi dos atores envolvidos, caracteristicamente marcado por uma cultura que, em muitos aspectos, mantém princípios e representações que são antagônicos à cultura da proteção integral, o modo de pensar e práticas instituídas ao longo da história não desaparecem apenas com as mudanças na legislação. A questão ideológica aponta-se a necessidade da busca da existência de pensamentos históricos, que só lentamente são alterados, a partir do estabelecimento de novas indagações, além da criação de condições objetivas para incorporação dessa nova forma de pensar e agir.
No Código atual o dispositivo, no art. 218, prevalece que o espírito da lei é o de preservar a moralidade pública e os bons costumes. O dispositivo é importante, nos dias de hoje, na medida em que ajuda a proteger o relacionamento sexual saudável, ao mesmo tempo em que constitui mais uma arma no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes na prostituição.
A visibilidade à questão da violência resulta no movimento da sociedade e do Estado na construção dos direitos da criança e do adolescente, através de discussões, fóruns, debates e mais fundamentalmente pela aprovação de leis amparadas pela Lei, assim crianças e adolescentes são sujeitos de direitos e de desenvolvimento e não seres incapazes ou objetos de obediência e controle.
Esta discussão ocorre desde as civilizações antigas, no qual os direitos humanos eram usados durante a guerra fria para atacar os regimes soviéticos significando um padrão de respeito e dignidade do ser humano.
A sociedade vem adquirindo mais consciência do problema, assim muita pessoas tem buscado denunciar através do Estado é um canal aberto, mas precisa estar articulado a uma rede. A denúncia pode trazer mais visibilidade ao problema.
O trauma do abuso sexual pode afetar o desenvolvimento de crianças e adolescentes de diferentes maneiras, uma vez que alguns apresentam efeitos mínimos ou nenhum efeito aparente, enquanto outros desenvolvem severos problemas emocionais, sociais e psiquiátricos. O resultado do abuso sexual está relacionado a fatores internos à criança, como vulnerabilidade e risco social. Algumas conseqüências negativas são características em crianças que não dispõem de uma rede de apoio social e afetiva.
A característica de risco mencionado acima se refere às características que podem levar a resultados negativos, fragilizando a pessoa diante de situações de interesse, desta forma o fator de proteção inibe a intensidade deste risco e tem sido identificado no cuidado fornecido pela família que reforça a identificação com nas características pessoais, como a habilidade para resolver problemas, a capacidade decativar pessoas, competência social, crenças de controle pessoal sobre os eventos de vida e senso de auto-eficácia e na possibilidade de contar com o apoio social e emocional de grupos externos à família.
Sabendo-se que o desrespeito é o principal causador de violência, pode-se então combater a violência diminuindo os diferentes tipos de desrespeito, seja o desrespeito econômico, o desrespeito social, o desrespeito conjugal, o desrespeito familiar e o desrespeito entre as pessoas. A melhor maneira de prevenir a violência é agir com o máximo de respeito diante de toda e qualquer situação.
As autoridades precisam estimular relacionamentos mais justos, menos vulgares e mais reverentes na sociedade. O governo precisa diminuir as grandes diferenças de renda e cessar o excesso de liberdade. A vulgaridade, praticada nos últimos anos vem destruindo valores morais e tornando as pessoas irresponsáveis, imprudentes, desrespeitadoras e inconseqüentes. A Boa educação é o principal fator norteador para a formação do cidadão, assim serão reforçados os deveres de todos.
É de verificar que este descaso dos poderes públicos, a falta de políticas públicas e de iniciativa em favor da inclusão dos jovens no mercado de trabalho para que possa afastar este problema.
CONCLUSÃO
Em síntese, as medidas decorrentes dos esforços comuns para solucionar o problema, incluem projetos repressivos e preventivos, conduta legal e legitimada pela população consciente, envolvendo mudança de hábitos, troca de valores e solidariedade.
O termo geral deste problema que é cultural ainda está muito presente na sociedade e deve ser trabalhado em todos os segmentos.
O enfrentamento do problema requer combate ao analfabetismo das populações carentes e à falta de formação profissional, gerando um bem-estar saudável e uma vida digna, somente assim, as pessoas sentir-se-ão incluídas como cidadãos.
As medidas e soluções apontadas não são definitivas nem pretendem solucionar um problema desta dimensão, tem-se a consciência que o fato é histórico, complexo, embasado na necessidade social, portanto, conduta difícil de ser abolida.

ESTE É UM COMENTÁRIO DE UMA PESSOA QUE SOFREU VIOLÊNCIA SEXUAL, POIS QUER FALADESSE ASSUNTO...
Elisabeth Nonnenmacher Avaliação: comentou em 07 Jan 2010 4:13:23 AM BRT
Sou sobrevivente de abusos sexual na infância. Tenho 50 anos e ainda tenho que lidar com consequências dos abusos sofridos an infância. Hoje me proponho a ajudar a educar, combater pedofilia e a defender pessoas que passaram por estes abusos.Apesar da Constituição Federal, assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade,e dos “ditos” avanços na legislação brasileira no que se refere ao sistema de garantias e defesa de direitos da criança e do adolescente, com destaque para o Estatuto da Criança e do Adolescente, o que temos visto e’ uma FARSA em que direitos das vitimas são despresados e os danos minimizados, em beneficio dos abusadores.-Que costituicao é esta que dá tantas regalias a criminosos em prejuízo das vitimas? Onde está a responsabilidade do estado ao permitir que pedofilicos tenham direito a progressão de pena e possam receber liberdade depois do que fizeram? -Que legislação é esta que se recusa a reconhecer as reclamações das vitimas já adultas nos classificando como casos prescritos?Para muitas sobreviventes, estes problemas e principalmente os traumas emocionais, "nunca prescrevem". Temos que aprender a conviver com isso e com a incompreensão das pessoas. A fragilidade nos deixa totalmente despreparadas para agir, as vezes por muitos anos e algumas nunca conseguem nem falar com ninguém a respeito disso. Não é justo que seja jogado nas costas das vitimas a responsabilidade de ter que“superar” este tipo de coisa e que sejam estipulados prazos para tal. Para a maioria, este preparo para estar forte o suficiente para enfrentarmos novamente as lembranças dos horrores que gostariamos de poder esquecer, leva muito tempo!É absurdo também que abusadores quando acusados, como no caso de Joanna Maranhao, ainda tenham a arrogância de se acharem no direito de tentar acusar as próprias vitimas de os estarem prejudicando! Não são os abusadores que devem ter o direito de reclamar danos irreparaveis a suas vidas e carreiras, mas as suas vitimas! Foram os abusadores que causaram grande extensão de danos a nossas vidas e nossas carreiras profissionais. Foram eles quem mudaram NOSSAS vidas!Além disso, estes monstros quando condenados, recebem apenas uma amostrinha da pena que deveriam receber, enquanto que eles infringem uma sentença de vida para sobreviventes de abuso sexual na infancia!O MONSTRO que tive como pai, já foi beneficiado pela progressão de pena e já está solto. Este pedofilico serial, já constituiu nova familia e está convivendo com muitos de vocês aí no Brasil!!!...E, tudo isso com o consentimento da “Justiça” brasileira. Muitos de vocês nem desconfiam do que se esconde por detrás da imagem deste velhinho de aparência frágil e de cabelos brancos... Aprendam mais sobre como agem os pedofilicos, como nos sentimos quando somos abusadas e de como a familia, a comunidade e o estado se comporta quando tentamos acabar com os abusos. Visite o site R-Evolução Anti Pedofilicos e tambem outros artigos meus sobre o assunto, que tambem podem ser encontrados sob o meu nome no Google.Eduquem se e estejam alertas. Ajudem a divulgar consciêcia e a combater abuso sexual na infância e violência contra as mulheres.Obrigada, em nome das vítimas e sobreviventes de abuso sexual na infância. Elisabeth Nonnenmacher...


INTRODUÇÃO
Eu e meus colegas escolhemos esse assunto , pois esse é um assunto que meche com as pessoas.
Pois todo mundo já recebeu violência..de alguma forma e assimcomo posso confiar em você sem pensar se tu não vai me violentar...
Assim fizemos esse texto pensando em todos...